Vida Peregrina - Mariana Kalil

Não leia achando que é uma simples resenha ou só mais uma indicação de livro, o assunto aqui é bem diferente, mas bem melhor. Um livro e muitas lições nele aprendi, espero que você leia depois pra me entender um pouco mais.

Pela segunda vez estava lendo esse livro, eu amo ler várias vezes o mesmo livro, ainda mais se for realmente bom. Como é um livro fino da primeira vez a leitura foi rápida, um dia e eu terminei o livro. Gostei bastante e valorizei ainda mais por ser nacional, gosto de encontrar escritores/autores brasileiros, ainda mais com uma boa história pra contar. 

A Mariana Kalil não precisou de mais nada além da sua própria história pra me contar, tem um leve formato de crônicas e chick lit, meu gênero favorito e para o qual o vivo. Ela começa em seus primórdios, quando já queria ser artista, alguém que visasse sua criatividade, ela comenta que quando criança já brincava de cantar e atuar e quando foi crescendo foi vendo que esse seu lado lhe levou para o jornalismo e com muito sucesso. 

Através dessas divertidíssimas crônicas vamos conhecendo um pouco da Mariana e seu mundinho e mais ainda de suas conquistas e fracassos, de suas tentativas de se encontrar em um mundo tão grande, De Porto Alegre para São Paulo, Rio de Janeiro e até Barcelona, ela sempre colocou seu mundo em uma mala pra poder se encontrar em outro lugar. O melhor disso tudo não é só ir, mas saber quando voltar, parece que ela sabe fazer isso muito bem. 

Não quero focar na história, muito menos no que a autora fez ou não fez, mas me conquistou pelo seu jeito sincero de ser, mesmo atrapalha é decidida, mesmo decidida erra e mesmo errando aprende. Quando li pela segunda vez foi com outros olhos, outra mente, foi uma outra Anne encontrando outra Mariana, vi coisas que não tinha visto e aprendi muito. 

Quando viajei pra Espanha, mesmo com passagem comprada eu soube quando era a hora de voltar, assim como aprendi com essa Mariana, que resolveu tirar um ano sabático em Barcelona com seu companheiro bento, um shitzu. Esse ano virou dois, ela se encaixou muito bem, se encontrou e se reinventou com o que podia por lá, mas chegada a hora de vir embora ela sabia, sentiu dentro de si que deveria procurar em outro rumo. Tentou São Paulo, mas não se encaixou por lá, foi quando teve a oportunidade de ir para o Rio de Janeiro e percebeu que naquele momento aquela Mariana pertencia a maresia de Ipanema. 

Essa questão de sermos de momentos que me conquistou, não de saber exatamente o que queremos, mas o que não queremos e ir a procura do que falta. Mesmo com medo não desistir, mesmo no fracasso não abandonar os sonhos e nem deixar de sonhar. Deixo aqui pra vocês não só uma indicação de livro ou uma lição de vida, mas que fique guardado em ti que não tenhas medo de mudar, de querer coisas novas e de ir buscar, se não está satisfeito de um jeito que tente de outro.





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